quarta-feira, 17 de setembro de 2008

-Perguntaram ao Dalai Lama...
O que mais o surpreendia na humanidade?
Ele respondeu:
"Os homens....Perdem a saúde para juntar dinheiro.
Depois, perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro,
esquecem do presente de tal forma
que acabam por não viver nem o presente,
nem o futuro.
E vivem como se nunca fossem morrer...
e morrem como se nunca tivessem vivido".-

sábado, 13 de setembro de 2008

Adoro esse texto!


"É fácil trocar palavras,

Difícil é interpretar os silêncios!

É fácil caminhar lado a lado,

Difícil é saber como se encontrar!

É fácil beijar o rosto,

Difícil é chegar ao coração!

É fácil apertar as mãos,

Difícil é reter o seu calor!

É fácil sentir amor,

Difícil é conter a sua força!"

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

♪ ♪♪ ♪


Aline - Los Hermanos

Oh, minha menina és de tudo que mais belo existe
Ver tua beleza é esquecer tudo que há de triste
Tua presença Aline é tão sublime quanto o mar e o ar
E estar sempre ao teu lado é ser amado e ter pra sempre o teu

Olhar que faz meu bem querer, sustenta meu amor
Que faz com que a cada dia eu te ame mais...

Sei que a tua boca já beijou a outra que não a minha
Sei que já amou a outros quando não me conhecia
Mesmo assim Aline teu carinho me tomou o peito
Hoje sem você não mais consigo ser do mesmo jeito

Então dedico a ti esta canção
Tentando em notas dizer
Que eu te amo tanto
Tentando gritar ao mundo
Aline sem você confesso eu não vivo
Sem você minha vida é um castigo
Sem você prefiro a solidão
A sete palmos do chão



recebi essa música mais uma vez hoje, e resolvi postar aqui.. "pra elevar seu ego mais um pouquinho.. pode confessar Aline! " hehe (esse meu outro eu realmente não me deixa em paz) ;p mooorro de saudade... porque lembro da Ju cantando pra mim... te amo mto mana! ;* e quem mandou a música não vem ao caso hoje!

Eu sei, mas não devia.

Hoje um texto de uma escritora que é bem inspiradora, com livros que mexem com nossa imaginação.. taí Marina Colasanti .


Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colasanti

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Crise existencial.. (para você)

ei você, ser do futuro. aqui quem fala é você. seu eu de um segundo atrás. estou aqui para lembrar você (?) das coisas que você deveria estar fazendo agora enquanto está aqui na internet, escrevendo coisas sem nexo pra alguém do futuro (quase te alcancei agora). tenho medo do que deve estar pensando agora. tão inconstante quanto eu, que de tanto, provavelmente não saberei o que se passa nessa cabeça agora. ultimamente voce só tem me aniquilado, hein!? essa sua nova amiga de um futuro mais longe que você, anda fazendo tua cabeça, eu acho. eu que guardo tuas lembranças, me dê mais atenção. se bem que nem todas são boas. mas me esforço! não se engane, não existo! sua amiga intertemporal também não. na verdade, nem você. somente nesse segundo que leu essa ultima palavra.. não! sílaba.. não! letra.. não! ponto de exclamação para você, ser estranho.